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FUNDAÇÃO

Amares está inserida numa região anterior à fundação da nacionalidade, denominada Entre Homem e Cávado. Território habitado pelo Homem na idade do bronze, conforme testemunham as escavações realizadas no “castro da Santinha”, no monte sobranceiro à vila. O topónimo Amares já era conhecido dos romanos e na era da reconquista cristã, as terras de Entre Homem e Cávado foram baluarte da defesa e reconquista aos mouros.

“Não é, pois, pequena glória para as terras de Entre Homem e Cávado, que delas partissem os primeiros movimentos militares que deram lugar à formação e dilatação do Reino.

"Tenha-se na devida conta, ao considerar esse longo período da reconquista, a melhor via de acesso, de norte parra sul, a esta região de Entre Minho e Douro, que era a Portela de Homem com a célebre estrada militar dos Romanos, «a geira», e avaliem-se as numerosas e constantes levas de ricos-homens e guerreiros que, transpondo os montes, vieram pouco a pouco assenhorear-se destas terras e levantar nelas torres e solares, mosteiros e fortalezas, de onde saíram a seu tempo os verdadeiros paladinos da autonomia nacional” in monografia do concelho de Amares, Domingos Maria da Silva.

Um dos primeiros documentos em que o topónimo Amares é citado data de 960, tratando-se de livro de "Mumadona". Desse documento se pode inferir que estas terras devem ter servido de refúgio aos cristãos, após as invasões árabes do século VII. Por essa altura, a "villa " de Amares e a sua igreja de S. Salvador, eram de possessão particular, doando os seus possessores, uma terça íntegra da "villa" ao Mosteiro da Condessa Mumadona de Guimarães. Segundo as Inquirições de 1220, D. Afonso II doou uma terça reguenga da "villa" de Amares a Martim Gonçalves, ficando o resto da "villa" às suas ordens. Porém, já nas Inquirições de 1258, o couto de Amares estava na posse da Ordem do Hospital sendo provavelmente uma doação de Martim Gonçalves. As Inquirições de 1290 revelam que Amares passou dos hospitalários para a posse dos senhores de Vasconcelos com autorização de D. Dinis, não se conhecendo, a partir dessa altura, mais doações.Recebeu foral do Rei D. Manuel I em 8 de Abril de 1514.

O padroeiro da freguesia é, de tempos imemoriais, S. Salvador – De Sancto Salvatore de Amares (Inquirições de 1220).